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A Equipa Redactorial

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Mais Memórias da Agricultura Tradicional

A propósito da pequena reportagem publicada na edição anterior d’A Voz de Leça, sobre a colecção de miniaturas, réplicas de apetrechos e máquinas da agricultura tradicional, devidamente integradas em cenas da vida rural, que o Sr. Macedo, de Gonçalves, se dedica a construir, A Voz de Leça foi, também desta vez, recebida com muita simpatia, pelo Sr. Nogueira e pela D. Albina, primos do Sr. Macedo e um casal conhecido de Leça, também pela sua colaboração a vários níveis na vida Paroquial
O Sr. Nogueira, mentor da ideia de construir estas peças junto do nosso entrevistado anterior, possui duas colecções distintas: uma de miniaturas e outra de peças em tamanho real, que conserva dos tempos em que a agricultura era a principal actividade da família. Embora tendo partido de si a ideia das réplicas em miniatura, foi-as construindo de forma aleatória, sem preocupações de escala ou de as relacionar entre si, pelo que a colecção integra também algumas peças iguais, mas com diferentes tamanhos. No entanto, merece registo o detalhe, os acabamentos, mas acima de tudo, o funcionalismo, já que a “nora” tem água, como se estivesse sobre um poço, o arado possui o mecanismo que permite mudar de direcção, a ceranda e a debulhadora igualmente. Comporta ainda enxadas de vários tamanhos e tipos, os ancinhos vão dos tradicionais ao do de dentes de madeira para ser usado na eira com os cereais, a grade, o saxador, o semeador, a bomba de água, a ratoeira das toupeiras, os funis das chouriçasDepois, pudemos apreciar uma espécie de “museu” de máquinas, alfaias e outros apetrechos dos tempos em que a agricultura era verdadeiramente artesanal, tudo em tamanho natural e a funcionar. Do “espremedor” das uvas ao “espremedor” de banha (um recipiente parecido com o do anterior, mas mais baixo e com perfurações laterais), à debulhadora, uma balança de pesos (daquelas que estão sempre calibradas…), saxadores, arado, “cangas” e “jugos” antiquíssimos, “cofinhos” dos bois, às botas de ir para o campo, à “escova” dos animais…

Este gosto do Sr. Nogueira pela preservação da memória do que foi a principal actividade da zona da Amorosa, onde reside, revela-se também no imponente espigueiro que se destaca ao lado do jardim, onde também uma pedra de espremedor serve de decoração e um tanque de pedra antigo comporta uma palmeira, numa feliz combinação entre o tradicional e o moderno, resultando numa manifestação de claro bom gosto.

A VOZ DE LEÇA agradece ao Sr. Nogueira e à D. Albina a disponibilidade e simpatia com que nos receberam.


Marina e Jorge Sequeira
in "A Voz de Leça" Ano LII - Número 4 - Junho de 2006

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Obra do Padre Grilo - Um Lar Para Muitos Rapazes

“Eu queria uma casa onde os meus meninos, os abandonados da vida, pudessem ter uma atmosfera livre e benfazeja para se desenvolverem na santidade da sua vida.(…) Queria que crescessem sempre na ilustração da alma, na alegria da sua idade para que os possa ilustrar, educar, santificar e colocar para que sejam cidadãos prestimosos à pátria e às suas próprias almas.”

Foi desta vontade do Padre Grilo que nasceu a OBRA DO PADRE GRILO, sedeada desde 1963 na Rua DR. Filipe Coelho, em Matosinhos, mas que, 21 anos antes, fora a Obra Regeneradora dos Rapazes da Rua, sem edifício próprio, funcionando na casa do fundador.
Oriundo de uma família humilde de Ílhavo, Manuel Francisco Grilo nasce a 14 de Maio de 1888, (a mãe era padeira e o pai ‘marítimo’). Viria a ter seis irmãos e a formar-se no Seminário de Coimbra, diocese onde foi ordenado sacerdote em 1910, com 22 anos. Mas os seus tempos de estudante não foram apenas dedicados aos estudos teológicos, tendo também frequentado Agronomia e Medicina ao mesmo tempo que adquiria vastos conhecimentos musicais no seminário. Pelas suas ideias inovadoras a vários níveis, que já aplicava na ajuda aos mais desfavorecidos, incompatibilizou-se com as “altas esferas” civis e viria a ser julgado, condenado e expulso do distrito de Aveiro em 1913. Vem, então, viver para Leça da Palmeira, para casa de uma familiar, tornando-se Capelão da Capela de Santo Amaro, partindo daí toda a sua acção em Matosinhos. Entretanto compõe música e pinta.
Em 1928 funda a Conferência de São Vicente de Paulo da Juventude em Matosinhos, de que resulta a Sopa dos Pobres, que viria a alimentar e vestir cerca de 680 pessoas, na maioria da classe piscatória, que viva em grande miséria. Funda ainda um refúgio para crianças abandonadas e em 1932 as Escolas Católicas, criando ainda o Secretariado do Desemprego. Segue-se, na sua própria casa, a Obra Regeneradora dos Rapazes da Rua, em 1942, que passa depois para a Rua Roberto Ivens e finalmente consegue a “Obra que o consome e que o totaliza”, a sede da OBRA, na Rua Dr. Filipe Coelho, inaugurada a 28 de Julho de 1963.
Para conseguir levar por diante esta sua Obra, vai pedir pelas ruas, vai até às casas de jogo. Envolve-se no negócio das conservas, cujos lucros aplica na sua acção caritativa.
Morre a 1 de Novembro de 1967 e a 1 de Novembro de 1988, os seus restos mortais são transladados para a Capela da OBRA do seu próprio nome, correspondendo ao seu desejo de ficar junto dos “seus meninos”. Ali está, pois, nas palavras da Directora da OBRA, Dra. Conceição Sousa e Silva, “a velar pela Obra que em vida o consumiu e a atrair corações que se reencontram na caridade”.

Numa época em que tanto se ouve falar de crianças mal tratadas, a quem se retirou toda a dignidade, a OBRA DO PADRE GRILO é como um pequeno oásis, talvez não tão conhecido como outras instituições mais mediatizadas, mas bem familiar para a maioria dos habitantes do concelho de Matosinhos e com uma ligação especial a Leça da Palmeira, porque foi aqui que o seu fundador primeiro viveu e o nosso Pároco, Padre Lemos, é presidente da Direcção.

Há cerca de 20 anos nas funções de Directora Executiva da OBRA, a Dra. Conceição Sousa e Silva exerce-as com muito empenho e dedicação, mas sobretudo com muita alegria e é com um sorriso largo e um brilhozinho nos olhos que fala dos seus “meninos” e da OBRA. “Neste momento a OBRA é sobretudo um Lar, onde os rapazes são vestidos, calçados, têm cuidados de higiene e de saúde. Neste aspecto as coisas não são fáceis, mas ainda há quem ajude. Por exemplo, os tratamentos dentários são feitos na Clínica de Leça, por metade do custo.” Actualmente, a maioria dos rapazes tem mais de 10 anos e estão definidos três grandes grupos etários: um, dos mais pequenos até aos que andam no 4º ano, outro dos que andam no 2º ciclo e 7º/8º anos e o dos maiores que frequentam cursos técnicoprofissionais, com zona específica de quartos, horários para as refeições, salas para estudo separadas, salas de televisão, horas de deitar diferentes.
Professora de Físico-Química numa escola secundária de Vila da Feira, quando instada a comparar os seus “meninos” com os outros que tem na escola, não vê grandes diferenças, até nos problemas que apresentam. Os rapazes da OBRA frequentam as escolas de Matosinhos adequadas ao seu ciclo de ensino, sendo que é entre os que frequentam o 2º ciclo que tem surgido o problema do absentismo escolar. “Eles vão à escola mas não vão às aulas, e não temos forma de resolver este problema. Sabemos que entram na escola e que, pelo menos, ficam no recreio a jogar à bola. Isto só se resolve quando houver acordo entre os Ministérios da Educação e da Justiça, no sentido de trazer os professores às instituições para estes casos. No 1º ciclo não acontece porque as escolas são mais pequenas, é sempre o mesmo professor e controla-se melhor.”
Actualmente com cerca de setenta e cinco crianças, entre os dois e os dezoito anos, a OBRA DO PADRE GRILO trabalha em convénio com a Segurança Social, que para ali encaminha rapazes da região do Grande Porto, cujas famílias foram dadas como não capazes de lhes proporcionar um desenvolvimento saudável a todos os níveis. Enquanto que durante muitos anos os rapazes que eram acolhidos chegavam à OBRA de forma quase completamente informal, sem grandes procedimentos burocráticos, quase particularmente, hoje em dia, em especial desde que o caso da Casa Pia de Lisboa foi despoletado para o conhecimento público, o acolhimento tem que acontecer pelas vias legais e se não o for numa fase inicial, o processo tem que ser encaminhado para a Segurança Social, tão breve quanto possível. Apesar de oficialmente a OBRA também ser um centro de acolhimento temporário, diz a Dra. Conceição que “este temporário é um pouco ‘longo’. Temos aqui um rapaz que tinha 9 anos quando chegou e hoje tem 18. Está a preparar-se para voltar para a família. Vai viver com uma tia e tem já uma perspectiva de emprego, mas sei que preferia ficar…”.
A OBRA já teve Jardim-de-infância aberto à comunidade, mas com o aparecimento dos Centros de Acolhimento Temporário, onde é feito o diagnóstico inicial da situação da criança, deixou de se justificar a existência daquela estrutura, e agora os mais pequenitos frequentam o Jardim-de-infância da Paróquia, embora tenha uma Educadora de Infância em permanência e um espaço muito agradável para ocupar os seus tempos na casa.Além destas instalações, na Rua Dr. Filipe Coelho, no centro da cidade, a OBRA é proprietária de uma Quinta em Gondim, que foi adquirida por troca com umas casas e um terreno que recebera por testamento de um benemérito. È ali que é proporcionado aos rapazes um tempo de férias, todos os anos.
Recentemente a OBRA viu as suas instalações urbanas enriquecidas com o novo auditório recentemente inaugurado, que já permitiu a presença da família de muitos dos rapazes na festa de Natal.
O que ajuda a manter a Obra, além dos donativos, é um pouco de tudo o que recebem, do Continente, de padarias da zona, do Mercado da Fruta, de restaurantes. Tudo é aproveitado: as roupas e o calçado são organizadas por tamanhos de acordo com o que os miúdos vestem, os alimentos são acondicionados de acordo com as suas características e preparados com os cuidados de higiene exigidos oficialmente, já que a Inspecção-geral de Saúde também ali faz “visitas” com alguma regularidade.
Depois há uma equipa de funcionários que assegura os serviços, da cozinha à lavandaria, com horários, férias e todos os seus direitos legais assegurados, que, sob a supervisão da Dra. Conceição, tornam esta instituição numa grande família e numa retaguarda forte para aqueles rapazes aprenderem a ser homens capazes de enfrentar uma sociedade às vezes tão cruel e desumanizada.

Também ali se faz um Boletim chamado “AEIOU”, onde se noticia um pouco de tudo o que acontece na OBRA e onde todos participam, dos mais miúdos aos maiores. Tivemos oportunidade de dar um vista de olhos no último número, que era, obviamente, sobre o Natal, e lá estavam anedotas com graça, a participação de alguns miúdos em equipas do Académica de Leça, histórias sobre estrelas…

A VOZ DE LEÇA agradece a disponibilidade e simpatia da Dra. Conceição Sousa e Silva, que nos recebeu e acompanhou na visita às instalações e das funcionárias, Joana, que serviu de guia em parte da visita e Araci, que foi quem nos atendeu, e nos proporcionou um primeiro contacto com a casa.


Marina Sequeira
in "A Voz de Leça" Ano LII - Número 10 - Janeiro de 2006

quarta-feira, 31 de março de 2004

Entrevista a D. João Miranda - Bispo Auxiliar do Porto durante a Visita Pastoral de 2004

“ A EVANGELIZAÇÃO NÃO COMPETE APENAS AOS BISPOS E AOS SACERDOTES, MAS A TODOS, PELA PALAVRA E PELO TESTEMUNHO.”

A Visita Pastoral à Vigararia de Matosinhos, iniciada há um ano atrás no Padrão da Légua, terminou na nossa paróquia com a presença entre nós de D. João de Miranda, Bispo Auxiliar do Porto, entre os dias 5 e 14 de Março.

Com o trato simples, simpático e informal que caracterizou a sua estada nesta paróquia, atendeu o pedido d’A Voz de Leça para uma entrevista, onde ficam registados os princípios gerais que presidiram a esta Visita Pastoral.

A Voz de Leça (V.L.) – Um dos principais objectivos da Visita Pastoral é o de que o pastor “sinta o pulso ao seu rebanho”. Como é que o Sr. D. João sentiu “o pulso” desta comunidade de Leça da Palmeira?

D. João Miranda Teixeira – Leça é uma comunidade muito grande. Tem uma parte de gente afecta à Igreja, que normalmente a contacta e frequenta. Há um leque grande de pessoas que eu não vi nem me viram a mim e que, provavelmente, estará um pouco afastada e aí é que está o problema dos tempos actuais – é preciso não só fazer com que essa gente venha à Igreja, mas com que o sinal da Igreja esteja presente. No entanto, aqui sente-se que há um número elevado de crentes que mantém fidelidade ao Evangelho.

V. L. – Num âmbito mais alargado, o que se propõe a Igreja fazer para chamar mais crentes à prática religiosa?

D. João Miranda Teixeira – Provavelmente não é estando na posição tradicional de ficar à espera que os crentes venham por si. É o próprio Papa que diz, no início deste terceiro milénio, que é necessário que a Igreja saia e vá, como no princípio, quando foi preciso que os apóstolos saíssem e fossem evangelizar. Começaram pelas cidades. É isso que é preciso fazer, neste início do terceiro milénio – não se contentar apenas com aqueles que vêm, mas sentir que a evangelização não compete apenas aos bispos e aos sacerdotes, mas a todos de alguma maneira, pela palavra e sobretudo pelo testemunho. Os eixos da vida cristã são esses.

V. L. – Na apresentação da paróquia a V. Exa. Rev.ma, das palavras que dirigiu aos presentes pareceu que terá ficado com a ideia de que, dado o elevado número de grupos ali referido, a colaboração na paróquia estaria um pouco fragmentada. Mantém essa opinião?

D. João Miranda Teixeira – Aquela apresentação podia dar a entender que os 27 grupos ali apresentados estariam justapostos ou fragmentados. Penso que não é isso que se passa. Tal como conversei já com o Sr. P.e Lemos talvez seja agora necessário que venha a existir um Conselho Pastoral, que ajude a congregar e a programar a pastoral paroquial, unificando e também distribuindo o trabalho. A Assembleia Paroquial já existe e o sr. P.e Lemos diz que está a tentar caminhar para um grupo mais pequeno mas representativo. Cada um dos grupos existentes justapõe-se aos outros e um conselho fará com que haja representatividade de todos os grupos num grupo mais reduzido, que depois coordena o trabalho.

V. L. – A maioria das pessoas tem a ideia de que um bispo é uma pessoa distante, que diz coisas difíceis e o Sr. Bispo trouxe-nos uma imagem, de simplicidade, proximidade e até informalidade para com todos. Esse aspecto foi mais visível na visita às escolas…

D. João Miranda Teixeira – A ida a escolas ou outros lugares públicos é o pôr em prática aquilo que referi antes – o sair e ir ao encontro das pessoas, que muitas vezes não vêm à igreja. Se calhar muitos dos alunos com que contactei nas diversas escolas não tem a cultura familiar da frequência da igreja. O ir até eles um padre e um bispo, de uma forma mais ou menos definida há-de deixar “um toque” nas suas vidas.

V. L. – Na Vigararia há vários jornais paroquiais. O que pensa sobre o seu papel no “sair” para a comunidade?

D. João Miranda Teixeira – Alguns são jornais com bastante impacto, mesmo fora da paróquia a que pertencem. Alguns jornais paroquiais são simples, apenas uma “folha”. A VOZ DE LEÇA está num patamar intermédio. Acho que todos têm um lugar importante, porque chegam a casa das pessoas. Sem fazer campanhas que podem provocar reacção adversa, um jornal paroquial é um veículo que a paróquia pode aproveitar para levar até às pessoas outros factos da paróquia, outros valores humanos, sem ser apenas a missa e a procissão.

V. L. – Que balanço faz da Visita Pastoral?

D. João Miranda Teixeira – Na paróquia de Leça sente-se um grande cunho de religiosidade. Esta religiosidade pode ter dois desfechos: ou se extingue ou se fortalece. Para se fortalecer é necessária a formação pela catequese e evangelização. Há um tipo de religiosidade que se recebe da família e essa está hoje posta à prova – pode desaparecer, nomeadamente entre os jovens e adolescentes. Ou pode reforçar-se. Em Leça verifica-se uma grande presença de jovens na vida paroquial e essa presença é muito importante, porque se não houver renovação, a religiosidade envelhece com as pessoas mais velhas, e, embora não desaparecendo, fica muito reduzida.

V. L. – Gostaria de deixar alguma mensagem à paróquia de Leça?

D. João Miranda Teixeira – Uma das mensagens é no sentido de que se constitua, se for possível e quando for possível, o Conselho Pastoral, que pode ajudar a dar uma dinâmica nova à paróquia. Outra é de que a paróquia e o pároco aproveitem o sentido religioso que há nas gentes de “beira-mar”, para daí dar o salto para a consciencialização da fé. Leça da Palmeira foi marítima e agrícola, hoje recebe muita gente de fora e essa mistura carece de um trabalho de formação para construir as bases para a integração activa desses crentes na vida religiosa da paróquia que os recebe.



Marina e Jorge Sequeira


Biografia:

Nasceu no dia 1 de Dezembro de 1935 em Vila Verde, Felgueiras.
Entrou no Seminário de Ermesinde em 1948.
Terminou o curso de Teologia no Seminário da Sé em 1960.
Ordenação Presbiteral: 7 de Agosto de 1960.

Nomeações:

Em 1960: nomeado Professor e Prefeito do Seminário do Sagrado Coração de Jesus, em Gaia (1960-1963);
Em 1963: nomeado Vice-reitor do Seminário do Paraíso, na Foz;
Em 1966: nomeado Prefeito do Seminário Maior do Porto;
Em 1967: estudou em Roma, no Pontifício Ateneu Salesiano;
Em 1968: nomeado Vice-reitor do Seminário do Bom Pastor, em Ermesinde (1968-1983);
Em 1983: nomeado Bispo Auxiliar do Porto, até ao presente.
Em 21 de Setembro de 1999 D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, atribui-lhe especial responsabilidade do Secretariado da Família, Secretariado dos Religiosos e Religiosas e Institutos Seculares, bem como do Renovamento Carismático.
Em 30 de Novembro de 2006 nomeado Administrador Apostólico "sede plena et ad nutum Sanctae Sedis" da Diocese do Porto.
Endereço: Casa Episcopal - Terreiro da Sé - 4050-573 PORTO Tel.: 223392330 - Fax: 223392331 - email: domjoao@diocese-porto.pt